Resultados da safra de soja evidenciam impactos das condições climáticas

Confira as recomendações para a colheita do grão, que já chega a 30% na área de atuação da Cotrijal

Sexta-feira-feira - 28 de março de 2025

Imagem notícia É preciso otimizar a colheita para evitar novos prejuízos na safra | Foto: Cotrijal | Arquivo

A safra de soja começa a se encaminhar para a reta final, com mais de 30% das lavouras da área de atuação da Cotrijal colhidas até a quarta-feira, 26. Além disso, no campo, 57% das lavouras estão em maturação, portanto devem ser colhidas em breve. No Rio Grande do Sul, o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar desta quinta-feira, 27, indica que 24% das lavouras já foram colhidas e 40% estão em maturação.

Os resultados de produtividade apresentam grandes variações conforme as condições climáticas registradas em cada área ao longo da safra. Até o momento, a média geral de produtividade na área de atuação da cooperativa está estimada em cerca de 40 sacas por hectares. No estado, a última estimativa da Emater/RS-Ascar aponta para 37,3 sc/ha, com ampla variabilidade. 

“Nós tivemos uma safra bastante desafiadora em função da condição climática e um desafio bastante grande também em relação ao manejo, pois o clima exigiu mudanças de planejamento”, aponta o coordenador do Departamento Técnico da Cotrijal, Alexandre Nowicki.

Em termos fitossanitários, no início da safra, a regularidade das chuvas propiciou o desenvolvimento de doenças como a ferrugem asiática e manchas. Já a partir de janeiro, as altas temperaturas e a falta de chuvas beneficiaram doenças como o oídio e a propagação de pragas, como tripes e ácaros. “Nos exigiu muito conhecimento e muita dinâmica nessa mudança de manejo dos fungicidas e dos inseticidas”, relembra o especialista.

Recomendações para a colheita

Após uma safra desafiadora, é preciso otimizar a colheita para garantir os resultados alcançados e evitar novos prejuízos. Nesta safra, devido aos problemas climáticos, as plantas de soja não estão uniformes, isto é, apresentam diferentes estádios de desenvolvimento, situação que exige atenção ainda maior dos produtores antes de iniciar a colheita.  

“Estamos observando que na grande maioria das áreas a vagem já está em ponto de colheita, está seca, mas a planta ainda está um pouco verde e, principalmente, com as folhas verdes e retidas. Então, em algumas situações, temos que usar um maturador fisiológico com aplicação de sete a dez dias antes da colheita para fazer essa uniformização geral da área”, explica Nowicki.

Outro ponto importante é a avaliação da umidade dos grãos. A recomendação é de que a colheita seja realizada com umidade abaixo de 14% a 15% para facilitar o desempenho da máquina. Em relação ao maquinário, também é preciso realizar a aferição e calibração da colheitadeira, especialmente da plataforma, com o objetivo de evitar a perda e a debulha do grão. Além disso, também é importante realizar a aferição de velocidade do vento e das peneiras.

Em caso de dúvidas, o Departamento Técnico (Detec) da Cotrijal está à disposição para atender aos associados durante todo o processo de colheita, sempre com o objetivo de reduzir as perdas e maximizar os resultados da safra. 

Autor

Bruna Scheifler

Jornalista e assessora de imprensa da Cotrijal
Todos os direitos reservados à Cotrijal. É proibida a reprodução do conteúdo dessa página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização da Cotrijal.

Nós utilizamos Cookies

Armazenamos dados temporariamente para melhorar a sua experiência de navegação e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao utilizar nosso site você concorda com o uso desse recurso.

Concordo
Discordo

Para sua maior segurança, atualizamos a Política de Privacidade do site. Ao continuar navegando na nossa página, entendemos que você está ciente e de acordo.

Li e aceito as Políticas de Privacidade e Termos de Uso.