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Avaliação 2020 - Ano de super(ação)

29/12/2020

Avaliação 2020 - Ano de super(ação)
O associado Miri Görgen superou o COVID - 19

Nem as expectativas mais pessimistas foram capazes de visualizar o tamanho do desafio que o mundo iria ter que encarar em 2020. A pandemia, antes assunto de livros históricos, dissipou qualquer limite territorial, instigou a ciência e impulsionou o ser humano a rever comportamentos. O contexto atípico, por outro lado, fortaleceu laços, como os do cooperativismo. Diante de tantas incertezas, pensar no coletivo nunca foi tão essencial!

A tão esperada chuva, literalmente, caiu como um presente para os produtores rurais do Norte gaúcho em meados de novembro. Com o clima favorável, não dava para perder tempo. As máquinas a todo vapor no campo entusiasmavam o agricultor Almir José Görgen, associado da Cotrijal há mais de 40 anos.

O produtor, que cultiva grãos em cerca de 280 hectares na propriedade localizada no interior de Não-Me-Toque, dividia com os colaboradores as demandas usuais relacionadas ao plantio. Mas, no dia 16 de novembro, a preocupação com as sementes e a velocidade da semeadura deu lugar a um outro tipo de apreensão: o corpo sinalizava que algo não estava bem.

No dia seguinte, a notícia chegou. Seu Miri, como é conhecido na região, testara positivo para a Covid-19. “Desde o início da pandemia, tomei todas as precauções para evitar o contágio, e sempre acreditei que a doença era algo sério. Senti muitas dores no corpo, que foram diminuindo com o transcorrer do tratamento. Nesses 15 dias de isolamento, refleti muito sobre a vida, valorizando ainda mais as pessoas especiais que estão ao meu lado. Acho que essa pandemia também serviu para nos fazer pensar sobre a dimensão que damos ao que chamamos de problemas”, reflete.

Um drible na ansiedade 

O futebol também precisou ser interrompido na rotina de Airton Francisco Lange, associado da cooperativa há mais de quatro décadas. Praticante assíduo desde a juventude, o agricultor de Não-Me-Toque costumava se reunir com os amigos no campo municipal para as partidas semanais. O time, formado por parceiros de longa data, também percorria a região em disputas com agremiações locais. Esses momentos iam muito além da prática esportiva.

Contudo, os esportes coletivos, com maior contato físico, precisaram dar lugar a novas alternativas, a fim de se evitar possíveis transmissões do vírus. Nesse contexto desafiador, Airton e os companheiros de futebol tiveram uma ideia: que tal desbravar as redondezas a bordo de uma bike?

“Resolvemos experimentar o ciclismo e, desde abril, percorremos a região semanalmente. O nosso grupo é formado por cerca de 20 ciclistas, entre homens e mulheres. Chegamos a pedalar por mais de 50 quilômetros. Essa atividade foi uma forma que encontramos para driblar as dificuldades e continuar se exercitando. Num ano com tantos desafios desencadeados por causa da pandemia, foi preciso encontrar alternativas para manter o psicológico estruturado”, pondera.

Leia esta notícia completa no Jornal da Cotrijal, edição de Dezembro. 

Fonte: Assessoria de Imprensa e Marketing da Cotrijal