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Cotrijal realiza 8º Seminário de Líderes

Em sua oitava edição, o Seminário de Líderes de Núcleo realizado pela Cotrijal de 21 a 23 de maio, na cidade de Pelotas, surpreendeu pelo nível dos debates, firmando-se como um dos mais importantes fóruns de participação do quadro social na gestão da cooperativa.

O presidente da Cotrijal, Nei César Mânica, disse na abertura do seminário que a velocidade das mudanças, principalmente no segmento do agronegócio, é muito grande nos dias atuais, e que isso exige um comprometimento intenso de todos os envolvidos. "Nós como cooperativa, precisamos trabalhar unidos e evoluirmos permanentemente", destacou, reconhecendo que as preocupações, as reivindicações e os caminhos apontados pelo quadro social em seminários como este, é que dão respaldo às ações da direção, de forma a atender os desafios do mercado.

Nei César Mânica lembrou que o fantástico aumento de produtividade obtido pelos associados da Cotrijal nos últimos 10 anos é fruto do trabalho desenvolvido nas comunidades, via assistência técnica, profissionalização, programas de incentivo, e disponibilização de serviços e produtos de boa qualidade.

O seminário deste ano se diferenciou dos demais por conter em sua programação atividades teóricas e práticas. A primeira parada foi em Caçapava do Sul, ainda na manhã do dia 21, para uma visita à indústria de calcário Dagoberto Barcelos. O grupo pôde conhecer todo o processo de exploração deste corretivo, desde a identificação da rocha até o beneficiamento final e expedição.

Á noite, já em Pelotas, no hotel Turis Executive, local de hospedagem, os líderes e os conselheiros se reuniram para um amplo debate. Com o subsídio de dados apresentados pelo gerente de Desenvolvimento Cooperativista, Enio Schroeder, eles trabalharam, em grupos, a questão: competitividade X oportunidade. Embora com abordagens próprias, houve consenso nas respostas. "Todos entenderam que a oportunidade não pode ser avaliada como um fato estanque, um negócio eventual, mas como a soma de ações que geram um resultado positivo. Os líderes reconheceram que o trabalho realizado pela Cotrijal consegue agregar ganhos indiretos (acesso à tecnologia, informação, conhecimento), e ganhos diretos (aumento de produtividade e bons negócios na compra de insumos e venda de produtos)", avalia Schroeder. Eles também fizeram sugestões para melhorar a cooperativa e aumentar o grau de fidelização e participação dos associados.
Na avaliação do vice-presidente da Cotrijal, Jairo Marcos Kolhrausch, este oitavo seminário mostrou uma liderança preparada, pronta e disposta a debater os rumos da cooperativa. "Ficou claro nas discussões e durante a palestra com o presidente da Ocergs/Sescoop, o papel de cada um dentro da organização e, também, que competitividade e oportunidade só se consegue focando-se no negócio, em ações não apenas pontuais, mas o ano todo, como faz a Cotrijal".

A visita aos terminais portuários Termasa e Tergrasa, administrados pela CCGL, foi outro ponto destacado pelo vice-presidente da Cotrijal. Segundo ele, mostrou aos líderes a importância do sistema cooperativo na produção gaúcha de grãos, no acesso aos mercados, no transporte, comercialização e exportação de produtos. "Este evento alicerçou claramente para os produtores, o seu papel, onde ele está inserido e o que representa a Cotrijal no complexo do agronegócio brasileiro e mundial".

DESAFIOS E OPORTUNIDADES

Com palavras simples, de quem tem raízes no campo e é grande conhecedor do assunto, o professor Vergílio Perius, presidente da Ocergs/Sescoop-RS, protagonizou momentos muito especiais no seminário. Ele fez um breve resgate sobre o surgimento do cooperativismo no mundo e falou dos benefícios que esse sistema traz para seus integrantes. Como desafios, apontou a necessidade de haver mais união e de o cooperativismo acompanhar as tendências do mundo globalizado. "Para se consolidarem e crescerem num mercado cada vez mais competitivo, as cooperativas precisam ser cada vez mais fortes, mais competentes, mais profissionais, e mais preparadas para aproveitarem as oportunidades". Também é fundamental, segundo o professor, "fortalecer a família cooperativa, através da participação efetiva de todos os seus integrantes na organização".

É chegado o momento de definir quem é quem, acrescentou o professor em suas colocações. Ele lembrou que ao fazer a opção por uma cooperativa, o sócio assume o compromisso de trabalhar com ela. No caso do segmento agropecuário, isso significa que além participar das decisões, deve realizar seus negócios de compra e venda com ela. A relação de competitividade hoje só existe no mundo se houver uma perfeita parceria entre a sociedade cooperativa e o seu sócio, o sócio com sua cooperativa. "O barco cooperativo é remado sempre com dois remos, o lado político/ social e o lado econômico. Quando os dois funcionam a cooperativa vai para frente".

O cooperativismo precisa usar a linguagem da modernidade. "Os avanços tecnológicos, científicos, e as pesquisas são fundamentais para que o processo de cooperação seja cada vez mais integrativo e os princípios cooperativos cada vez mais atuais e presentes", destacou o professor Perius. E ainda completou: "O associado não é cliente, é dono da cooperativa e como dono cabe a ele fazer com que sua empresa cresça durante todo o ano".