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A Cotrijal

História

Desafios e conquistas em 60 anos de história!

É devido às condições favoráveis e a estrutura fundiária existente, juntamente com a experiência de organização dos produtores rurais e estímulos oficiais à modernização da agricultura, que surge a Cooperativa Tríticola de Não-Me-Toque, em 14 de setembro de 1957, denominada, desde 2006, Cotrijal Cooperativa Agropecuária e Industrial.

As motivações que levaram o grupo de 11 produtores rurais da Associação Rural de Não-Me-Toque a criar a Cooperativa, encontraram plena correspondência com os objetivos econômicos, sociais, culturais e políticos que deram origem ao cooperativismo de produção e comercialização agrícola no Brasil. E foram assim expressos no Estatuto Social original da organização: "unir os agricultores que dediquem ao plantio de trigo, dentro de suas áreas de operações, compram para eles, em comum, artigos necessários às culturas, beneficiar, padronizar e vender sua produção, e promover a mais ampla defesa de seus interesses econômicos". 

Os objetivos expressos pelos fundadores da Cooperativa materializam, portanto, a dimensão econômica e mercantil da entidade, correspondendo à dinâmica de modernização produtiva, que vinha se desenvolvendo na região através da triticultura no meio rural.

Registros dos 60 anos mostram que as grandes questões discutidas no Conselho da Cooperativa nessa época giravam em torno da produção, venda, compra de sacaria para armazenagem, compra de adubos e fertilizantes destinados à cultura do trigo. 

Na maioria das assembleias, a questão do preço do trigo estava presente, principalmente no que se refere a seu baixo preço e a retenção do percentual para integralização do capital junto à Cooperativa, assunto às vezes polêmico entre os conselheiros.

Em dezembro de 1963, quando o engenheiro agrônomo Irmfried Schmiedt venceu as eleições para a presidência, a Cotrijal entrava num círculo virtuoso de crescimento e solidez, destinado a se prolongar por muitos anos. "Schmitão", como ficaria conhecido dali em diante, estenderia sua gestão à frente da Cooperativa por 28 anos, interrompidos uma única vez, em 1985, para ser retornada três anos depois, com a confiança renovada do quadro social. 

Além da expansão física da cooperativa, os anos 70 marcaram uma época em que a mecanização também entraria para valer na vida do produtor da região, com a chegada das primeiras automotrizes e a intensificação do uso de insumos agrícolas nas lavouras. A Cotrijal, nesse período, também se modernizou internamente, adotando o uso de computadores.

A soja foi introduzida na região da Cotrijal no início da década 60, época em que a Cooperativa já começava a mostrar força, prestígio e credibilidade suficientes para obter altos empréstimos junto ao Banco do Brasil, com o intuito de adquirir adubo e repassar aos associados. 

A cultura entra no contexto de modernização, iniciado na década anterior com o trigo. O plantio direto provocou uma grande "revolução" no campo a partir dos anos 70, quando agricultores mais ousados decidiram não arrancar o mato nem arar a terra para o plantio. 

Ao assumir os destinos da cooperativa a partir de 1995, quando foi eleito pela primeira vez para o cargo de presidente, Nei César Mânica passou a traçar novos rumos, destinados a permitir que a Cotrijal pudesse acompanhar as transformações impostas pela era da globalização e da supremacia dos mercados.

Inauguração Cotrijal

Grupo Pioneiro:

Antenor Graeff (primeiro presidente 1957 - 1961)

  • Alfredo Eugênio Schmaedecke
  • Ingbert Schmiedt
  • Arno Augustin
  • Casemiro João Dall’ Agnol
  • José Walter Mumbach
  • Madar Piva
  • Theobaldo Roos
  • Reynoldo Bruno Becker
  • Rômulo Cardoso Teixeira
  • Pantaleão Graeff

Herdeira de uma tradição de solidez e segurança, construída pelo trabalho de sucessivas administrações desde 1957, a Cooperativa partia agora para novos desafios. Com Nei César Mânica na presidência, a Cotrijal também aumentou sua estrutura física e de serviços à disposição dos produtores. A Cooperativa voltou a viver um novo "boom" de implantações de unidades de recebimento de grãos. 

Dentro do processo de modernização colocado em prática a partir de 1995, com o início da gestão de Nei César Mânica, a maneira de administrar a Cooperativa ganhou um novo formato. Foram criadas unidades de apoio, com o objetivo de melhor qualificar as receitas e despesas próprias de cada segmento existente na Cooperativa.

A história da Cotrijal nos seus 60 anos de atuação é recheada de desafios e conquistas, fruto da união e visão de pessoas empreendedoras que souberam olhar além de seu tempo. Mas foi nos últimos anos que a Cooperativa passou a ser vista como uma potência no agronegócio brasileiro por promover, desde 2000, a Expodireto Cotrijal. 

Essa gigantesca feira agrodinâmica e de negócios todos os anos se renova como um ponto de encontro com o conhecimento, a tecnologia e as novas oportunidades para o segmento agropecuário, auxiliando o produtor a vencer o desafio de produzir mais com menores custos. Em 2009 a Cotrijal comemorou a décima edição da Expodireto Cotrijal, que passou a ser uma feira internacional.

Com o modelo voltado para a implantação dos princípios de qualidade total em todos os setores de atuação da Cooperativa e uma administração focada na viabilidade técnica e econômica do produtor, a Cotrijal busca ser referência em organização, uso de tecnologias e gestão no agronegócio brasileiro. Para isso, são usados instrumentos como: acesso a informações; inserção do produtor, da mulher e do jovem no processo cooperativo; disponibilização de alternativas capazes de melhorar o desempenho das propriedades; desenvolvimento de programas voltados à administração e gerenciamento na área de grãos e de produção animal; qualidade da produção armazenada; capacitação pessoal e profissional; e sensibilização à questão ambiental.